quarta-feira, 2 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O Salvador espera e o mundo carece
"Foi quando Stanley Smith e Carlos Studd se hospedaram em nossa casa, que iniciei o maior período de bênçãos da minha vida. Antes eu era crente precipitado e inconstante: às vezes ardia de entusiasmo, para depois passar dias inteiros triste e desanimado. Percebi que esses dois jovens possuíam uma coisa que eu não tinha: algo que lhes era uma fonte perene de sossego, força e gozo. Nunca me esquecerei de uma manhã, no mês de novembro, ao nascer o sol, quando a luz entrava pela janela a dentro do quarto, onde eu meditava sobre as Escrituras desde a madrugada. A palestra que tive, então, com os dois moços, influenciou o resto da minha vida. - Não devia eu fazer o que eles tinham feito?
"— Não devia eu ser, também, um vaso (apesar de ser barro) para o uso do Mestre?"
Assim escreveu o amado e santo pregador F. B. Meyer, sobre a mudança da sua vida que resultou em tanta glória para Cristo, na Terra.Iniciamos a leitura das biografias de alguns dos maiores servos de Deus. - Não devemos reler e meditar sobre a fiel vida de Savonarola, a estupenda obra de Lutero, o zelo incansável de Wesley, o grande avivamento de Edwards... enfim, sobre cada história? Não devemos deixar cada herói hospedar-se conosco, como Stanley Smith e Carlos Studd hospedaram-se na casa de F. B. Meyer, para nos falarem e influenciarem, transformando-nos profundamente para todo o resto da vida?
Isso é o que o Salvador espera e que o mundo carece.
O soluço de um bilhão de almas
Diz-se que Martinho Lutero tinha um amigo íntimo, cujo nome era Miconio. Ao ver Lutero sentado dias a fio trabalhando no serviço doMestre, Miconio ficou penalizado e disse-lhe: "Posso ajudar mais onde estou; permanecerei aqui orando enquanto tu perseveras incansavelmente na luta." Miconio orou dias seguidos por Martinho. Mas enquanto perseverava em oração, começou a sentir o peso da própria culpa. Certa noite sonhou com o Salvador, que lhe mostrou as mãos e os pés. Mostrou-lhe também a fonte na qual o purificara de todo o pecado. "Segue-me!" disse-lhe o Senhor, levando-o para um alto monte de onde apontou para o nascente. Miconio viu uma planície que se estendia até o longínquo horizonte. Essa vasta planície estava coberta de ovelhas, de muitos milhares de ovelhas brancas. Somente havia um homem, Martinho Lutero, que se esforçava para apascentar a todas. Então o Salvador disse a Miconio que olhasse para o poente; olhou e viu vastos campos de trigo brancos para a ceifa. O único ceifador,que lidava para segá-los, estava quase exausto, contudo persistia na sua tarefa. Nessa altura, Miconio reconheceu o solitário ceifeiro, seu bom amigo, Martinho Lutero! Ao despertar do sono, tomou esta resolução: "Não posso ficar aqui orando enquanto Martinho se afadiga na obra do Senhor. As ovelhas devem ser pastoreadas; os campos têm de ser ceifados. Eis-me aqui, Senhor; envia-me a mim!" Foi assim que Miconio saiu para compartilhar do labor de seu fiel amigo.
Jesus nos chama para trabalhar e orar. É de joelhos que a Igreja de Cristo avança. Foi Lionel Fletcher quem escreveu:
"Todos os grandes ganhadores de almas através dos séculos foram homens e mulheres incansáveis na oração. Conheço como homens de oração quase todos os pregadores de êxito da geração atual, tanto como os da geração próxima passada, e sei que, igualmente, foram homens de intensa oração.
"Certo evangelista tocou-me profundamente a alma quando eu era ainda jovem repórter dum diário. Esse evangelista estava hospedado em casa de um pastor presbiteriano. Bati à porta e pedi para falar com o evangelista. O pastor, com voz trêmula e com o rosto iluminado por estranha luz, respondeu:
"Nunca se hospedou um homem como ele em nossa casa. Não sei quando ele dorme. Se entro no seu quarto durante a noite para saber se precisa de alguma coisa, encontro-o orando. Vi-o entrar no templo cedo de manhã e não voltou para as refeições.
"Fui à igreja... Entrei furtivamente para não perturbá-lo. Achei-osem paletó e sem colarinho. Estava caído de bruços diante do púlpito. Ouvi a sua voz como que agonizante e comovente instando com Deus em favor daquela cidade de garimpeiros, para que dirigisse almas ao Salvador. Tinha orado toda a noite; tinha orado e jejuado o dia inteiro.
"Aproximei-me furtivamente do lugar onde ele orava prostrado, ajoelhei-me e pus a mão sobre seu ombro. O suor caía-lhe pelo corpo. Ele nunca me tinha visto, mas fitou-me por um momento e então rogou: 'Ore comigo, ir-mão! Não posso viver se esta cidade não se chegar a Deus.' Pregara ali vinte dias sem haver conversões. Ajoelhei-me ao seu lado e oramos juntos. Nunca ouvira alguém insistir tanto como ele. Voltei de lá assombrado, humilhado e estremecendo.
"Aquela noite assisti ao culto no grande templo onde ele pregou. Ninguém sabia que ele não comera durante o dia inteiro, que não dormira durante a noite anterior. Mas, ao levantar-se para pregar, ouvi diversos ouvintes dizerem: 'A luz do seu rosto não é da terra!' E não era mesmo. Ele era conceituado instrutor bíblico, mas não tinha o dom de pregar. Porém, nessa noite, enquanto pregava, o auditório inteiro foi tomado pelo poder de Deus. Foi a primeira grande colheita de almas que presenciei."
Há muitas testemunhas oculares do fato de Deus continuar a responder às orações como no tempo de Lutero, Edwards e Judson. Transcrevemos aqui o seguinte comentário publicado em certo jornal:
"A irmã Dabney é uma crente humilde que se dedica a orar... Seu marido, pastor de uma grande igreja, foi chamado para abrir a obra em um subúrbio habitado por pobres. No primeiro culto não havia nenhum ouvinte: somente ele e ela assistiram. Ficaram desenganados. Era um campo dificílimo: o povo não era somente pobre, mas depravado também. A irmã Dabney viu que não havia esperança a não ser clamar ao Senhor, e resolveu dedicar-se persistentemente à oração. Fez um voto a Deus que, se Ele atraísse os pecadores aos cultos e os salvasse, ela se entregaria à oração e jejuaria três dias e três noites, no templo, todas as semanas, durante um período de três anos.
"Logo, que essa esposa de um pastor angustiado começou a orar, sozinha, no salão de cultos, Deus começou a operar, enviando pecadores, a ponto de o salão ficar superlotado de ouvintes. Seu marido pediu que orasse ao Senhor e pedisse um salão maior. Deus moveu o coração de um comerciante para desocupar o prédio fronteiro ao salão, cedendo-o para os cultos. Continuou a orar e a jejuar três vezes por semana, e aconteceu queo salão maior também não comportava os auditórios. Seu marido rogou-lhe novamente que orasse e pedisse um edifício onde todos quantos desejassem assistir aos cultos pudessem entrar. Ela orou e Deus lhes deu um grande templo situado na rua principal desse subúrbio. No novo templo, também a assistência aumentou a ponto de muitos dos ouvintes serem obrigados a assistir às pregações de pé, na rua. Muitos foram libertos do pecado e batizados."
Quando os crentes sentem dores em oração, é que renascem almas. "Aqueles que semeiam em lágrimas, com júbilo ceifarão."
"O soluço de um bilhão de almas na terra me soa aos ouvidos e comove o coração; esforço-me, pelo auxílio de Deus, para avaliar, ao menos em parte, as densas trevas, a extrema miséria e o indescritível desespero desses mil milhões de almas sem Cristo. Medita, irmão, sobre o amor do Mestre, amor profundo como o mar; contempla o horripilante espetáculo do desespero dos povos perdidos, até não poderes censurar, até não poderes descansar, até não poderes dormir."
Sentindo as necessidades dos homens que perecem sem Cristo, foi que Carlos Inwood escreveu o que lemos acima, e é por essa razão que se abrasa a alma dos heróis da igreja de Cristo através dos séculos.
Na campanha de Piemonte, Napoleão dirigiu-se aos seus soldados com as seguintes palavras: "Ganhastes sangrentas batalhas, sem canhões, atravessastes caudalosos rios sem pontes, marchastes incríveis distâncias descalços, acampastes inúmeras vezes sem coisa alguma para comer, tudo graças à vossa audaciosa perseverança! Mas, guerreiros, é como se não tivéssemos feito coisa alguma, pois resta ainda muito para alcançarmos!"
Guerreiros da causa santa, nós podemos dizer o mesmo: é como se não tivéssemos feito coisa alguma. A audaciosa perseverança é-nos ainda indispensável; há mais almas para salvar atualmente do que no tempo de Müller, de Livingstone, de Paton, de Spurgeon e de Moody.
"Ai de mim, se não anunciar o Evangelho!" (1 Coríntios 9.16).
Não podemos tapar os ouvidos espirituais para não ouvir o choro e os suspiros de mais de um bilhão de almas na terra que não conhecem o caminho para o lar celestial.
Obs: Introdução do livro Herois da Fé.
sábado, 30 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
A AUTENTICAÇÃO DAS ESCRITURAS.
“Pelo Testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço pela Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, a eficácia da sua doutrina, a magestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o espoco do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelência incomparáveis e completa perfeição são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a Palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que, pela Palavra e com a Palavra, testifica em nossos corações”.
O testemunho do Espírito com relação às Escrituras é semelhante ao seu testemunho com relação a Jesus, que encontramos referido em (João cap.15 vers.26) – “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim; e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio”. Não se trata de fornecer novas informações, mas o iluminar mentes que doutra forma seriam obscurecidas para discenir a divindade e perceber seu impacto único – o impacto, no primeiro caso, do Jesus do evangelho e, no segundo caso, o impacto das palavras das Santas Escrituras. O Espírito brilha em nosso coração para dar-nos a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo, mas também a luz de sua glória no ensino das Escrituras Sagradas, e é exatamente isso o que vemos em (2 Coríntios cap.4 vers.6) - “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo”.
O resultado desse testemunho é um estado de mente no qual tanto o Salvador quanto as Escrituras tornam-se evidentes para nós como divinos: Jesus, uma Pessoa divina; as Escrituras, uma Palavra divina, e isso de um modo tão direto e imediato, como os gostos e as cores impressionam nossos sentidos. A consequência disso é que nós não achamos mais possível duvidar da divindade de Cristo ou da origem divina da Bíblia.
O Próprio Deus autentica para nós as Sagradas Escrituras como sua Palavra, indo além do argumento humano (por mais forte que este seja) e do testemunho da Igreja (por mais impressionante que seja). Deus faz isso, mais precisamente, abrindo o nosso coração e iluminando a nossa mente para perceberem a luz perscrutadora e o poder transformador do Espírito “pela Palavra e com a Palavra em nosso coração”. Argumentos, testemunhos de outras pessoas e nossas próprias experiências poderão apoiar e esclarecer esse testemunho, mas transmiti-lo, assim como transmitir a fé em Cristo como o Salvador devino, é a prerrogativa exclusiva do soberano Espírito Santo.
Observação: Vamos finalizar a matéria prestando atenção no que fala em (1 João cap.2 vers.20 ao 27) – “E Vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento. Não vos escrevi porque não saibais a verdade; antes, porque a sabeis, e porque mentira alguma jamais procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo ? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai. Permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna. Isto que vos acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar”.
QUE DEUS TE ABENÇÕE...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
TRANSFORMANDO FRACASSOS EM TRIUNFOS
LUCAS 5:5
SIGNIFICADO DE FRACASSO (Dic. Aurélio) - MALOGRO, MAU ÊXITO, PERDA, DESASTRE.
•MUITOS POR FRACASSAREM EM ALGUMA ÁREA DE SUAS VIDAS PENSAM QUE É O FIM, SEM SABER QUE O DEUS A QUEM SERVIMOS ELE É DEUS DE OPORTUNIDADES, DE SEGUNDA CHANCE.
•ABRAÃO LINCOLN O 16O PRESIDENTE DO EUA FOI ELEITO EM 1860. O QUE MUITOS NÃO SABEM É QUE ANTES DESTA GRANDE VITÓRIA ELE FOI DERROTADO VÁRIAS VEZES QUANDO TENTOU SER NOMINADO SENADOR. ABRAÃO LICOLN NÃO TERIA TIDO ÊXITO SE ELE TIVESSE DESISTIDO.
•UM DOS CLÁSSICOS EXEMPLOS NA BÍBLIA É O PRÓPIO APOSTOLO PEDRO QUE PROMETEU SUA LEALDADE AO SENHOR SEM SABER QUE LOGO O ESTARIA NEGANDO. (FRACASSOU)
ALGUEM DISSE: “NÃO IMPORTA O QUANTO VOCÊ TENHA ERRADO NA SUA VIDA CRISTÃ, O PIOR ERRO É NÃO TENTAR OUTRA VEZ”
A BÍBLIA DIZ: Miq.7:8: “Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito;ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei, se morar nas trevas, Senhor será a minha luz”. (ESTE VERSÍCULO FALA DE RESTAURAÇÃO).
•SAIBA QUE TUA APARENTE DERROTA NÃO DETERMINARÁ O ESTADO FINAL DA SUA VIDA.
•EXEMPLOS: MILIONÁRIOS HOJE QUE ANTERIORMENTE ABRIRAM FALÊNCIA. O QUE ACONTECEU? ELES TRANSFORMARAM SEUS FRACASSOS
•HENRY FORD
I-DE QUE MANEIRAS OS DISCÍPULOS DE JESUS TRANSFORMARAM OS SEUS FRACASSOS EM TRIUNFO?
1.DEIXANDO JESUS ENTRAR
2.TOMANDO TEMPO PARA OUVIR A VOZ DE JESUS. Eles poderiam ter dito “Perdoa-me mas temos que limpar as nossas redes”.
3.OBEDECENDO A ORDEM DE JESUS, “FAZE-TE AO MAR ALTO”.
•‘MOVE ON “- VAI UM POUCO MAIS ADIANTE – MUDA DE POSIÇÃO, DE ATITUDE, ENFIM, A TUA MANEIRA DE SER”.
4.OBEDECENDO A PALAVRA DE JESUS, “porque mandas lançarei a rede”.
2 Crônicas 20:20: “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis.”
5.TENTARAM OUTRA VEZ, “Lançarei a REDE”.
•EXISTEM MUITAS PESSOAS QUE HOJE CONTINUAM FRUSTADAS NÃO PELA PERDA O FALTA DE ÊXITO, MAS PELA MÁ ATITUDE DE NÃO TENTAR OUTRA VEZ .”
II-O RESULTADO:
1.COLHERAM ABUNDANTEMENTE, v.6.
2.NÃO FORAM EGOÍSTAS, MAS COMPARTILHARAM AS BENÇÃOS COM OS SEUS COMPANHEIROS, v.7.
3.ENTENDERAM QUE A PALAVRA DE DEUS TEM PODER E QUE ELES NADA ERAM, v.8-10.
4.NÃO SE APEGARAM A BENÇÃO E SIM AO ABENÇOADOR, v.11.
Escrito por Pr. PAULO TENÓRIO
Ministério: A IGREJA QUE CRESCE
segunda-feira, 21 de junho de 2010
AS CAUSAS DOS SOFRIMENTOS DO POVO DE DEUS.
Qual é a causa do sofrimento, se não é o pecado?
Sofrimento por amor a Jesus. Foi dito ao apóstolo Paulo que ele iria sofrer muito por amor a Jesus.
"Pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome". (Atos cap.9 vers.16).
O Senhor o usou de modo extraordinário como instrumento muito útil, mas os sofrimentos de Paulo foram igualmente extraordinários. Os profundos sofrimentos por amor a Jesus faziam parte de sua elevada vocação.
1) Sofrimentos por amor a Jesus não são motivo de tristeza, mas de alegria: "... alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação de sua glória vos alegreis exultando". (1 Pedro cap.4 vers.13).
2) Sofrer pelo Evangelho é um tipo de sofrimento por amor a Jesus. "Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem so seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus." (2 Timóteo cap.1 vers.8). e os sofrimentos como servos de Deus.
3) Sofrimentos por praticar o bem: "Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofetados por isso, o suportais com paciência ? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente aflingidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus". (1 Pedro cap.2 vers.20).
4) Sofrimentos por causa da justiça: "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino des céus". (Mateus cap.5 vers.10).
5) Sofrimentos como servos de Deus: "Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor na fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos, como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis qie vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo". (2 Coríntios cap.6 vers.4 ao 10)
6) Sofrimentos por amor aos outros (à Igreja). É isso o que nos relata (Colossenses cap.1 vers.24): "Agora me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja". Sofrimentos suportados com paciência por um cristão servem de exemplo e testemunho para toda a Igreja, pois é nisso que o caráter de Jesus mais se reflete. E é por isso que as pessoas mais santificadas têm de sofrer mais, por estarem muito próximas do Senhor e por terem condições de suportar o sofrimento.
7) Sofrimentos por testemunhar da fé para a glória do Senhor. Para provar isso vamos citar novamente (1 Pedro cap.4 vers13): "...alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação de sua glória vos alegreis exultando". O salmista Asafe testemunha em meio ao seu sofrimento: "Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho, e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfalecem, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre... Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos"(Salmos cap.73 vers.23,24,25,26 e 28).
Será que conseguimos imaginar o testemunho glorioso e elogiado que um servo de Deus que sofre por amor ao Senhor tem diante do mundo invisível dos anjos, quando se firma no Senhor e espera nEele em meio aos sofrimentos, e quando consegue dizer "Senhor, apesar de tudo eu quero ficar perto de Ti" ? Como é grandioso e maravilhoso o reflexo desses sofrimentos na eternidade ! Isso é mostrado em (Romanos cap.8 vers.18): "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós."
O que devemos fazer no sofrimento ???
Como é que a nossa alma consegue ficar consolada e quieta em tempos de angústia ???
Em tempos de sofrimento ninguém mais consegue ajudar aquele que sofre a não ser o Senhor. Isso o salmista também sabia, pois orava: "Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa... Pois tu és o Deus da minha fortaleza." (Salmos cap.43 vers.1 e 2). Jesus Cristo sofreu fora da porta – e, nesse sentido, cada um que sofre está sozinho com seus sofrimentos, sofre "fora da porta" como Jesus. O salmista também tinha reconhecido isso, e encomendou sua alma juntamente com toda a sua angústia ao fiel cuidado de Deus. Ele sabia que a ajuda real, a ajuda que traz resultados não pode vir de pessoas, mas única e exclusivamente do Deus vivo. E era a Deus que ele queria entregar seu sofrimento. Ele não foi obrigado a se deixar enlouquecer e inquietar pelos outros e por seus bons conselhos, mas foi capaz de se entregar plenamente à vontade divina, e de se sentir abrigado e seguro no Senhor.
Ficamos consolados e tranqüilos quando entregamos nossa angústia ao Senhor, quando nos aquietamos e esperamos nEele.
Dificilmente o sofrimento pode ser explicado humanamente, ele só pode ser compreendido de dentro do santuário. Por isso o salmista orou: "Por que me rejeitas ? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos ? Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte, e aos teus tabernáculos. Então irei ao altar de Deus, de Deus que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu. Por que estás abatida, ó minha alma ? por que te perturbas dentro em mim ? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu." (Salmos cap.43 vers.2 ao 5). O coração do salmista estava repleto de porquês. Ele não conseguia entender o porquê de seus sofrimentos; mas parece que, de repente, ele passou a entender, passou a não mais precisar de uma resposta para suas muitas perguntas – mas precisava somente de uma profunda comunhão com seu Deus no santuário. Essa foi a solução. Foi dessa maneira que sua alma conseguiu ficar quieta e consolada e cheia de gratidão para com o Senhor apesar do sofrimento pelo qual estava passando.
Nem sempre existe uma resposta, mas sempre existe consolo e luz na escuridão de nossa alma quando nos achegamos ao Senhor, quando entramos no santuário. E é por isso que filhos de Deus santificados conseguem dizer: "O Senhor está tão perto de mim!" Para o salmista passou a ser secundário conhecer ou não a causa de seus sofrimentos. Para ele passou a ser prioridade saber que era Deus que conduzia sua vida, passou a ser prioridade andar na luz do Senhor, andar na verdade do Senhor e ser dirigido pelo Senhor para alcançar seu alvo de vida.
Asafe estava cheio de dúvidas e questionamentos. Parecia-lhe que o sofrimento ela algo sem lógica, algo incompreensível e absurdo. Ele não era capaz de entendê-lo nem explicá-lo: "Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; até que entrei no santuário de Deus..." (Salmos cap.73 vers.16 e 17).
No santuário nem sempre recebemos a explicação para o porquê de nossos sofrimentos, mas em compensação recebemos consolo, recebemos fortalecimento e uma profunda paz. Até um homem como Elias chegou ao ponto de se sentir desesperado e questionava o motivo de tanto sofrimento. Ele não recebeu uma resposta para suas perguntas, mas recebeu comida e bebida para sua longa jornada em busca de um novo encontro com o Senhor. João Batista foi tomado de dúvidas quando estava no cárcere. E ele também não recebeu resposta ao porquê de seus sofrimentos, dúvida que certamente ocupava sua mente. Mas ele recebeu a palavra do Senhor: "...bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço." (Mateus cap.11 vers.6).
Agora dirija-se a você que acabou de ler esta matéria de estudo, especialmente a você que tem sofrimento e dor em sua vida, que passa por angústias e enfermidades – você não quer simplesmente entrar no santuário para receber ali o consolo que vem de Deus ? Em pouco tempo se cumprirá em sua vida o que o Senhor glorificado diz no último livro da Bíblia: "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as cousas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras... O vencedor herdará estas cousas, e eu lhe serei Deus e ele me será filho" (Apocalipse cap.21 vers.4,5 e 7).
QUE DEUS TE ABENÇÕE...
terça-feira, 15 de junho de 2010
O DEUS QUE ESTÁ SEMPRE ACESSÍVEL.
Não é assim com Deus. Com Ele, é bem simples – como está escrito em (Hebreus cap.10 vers.22): "aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura". Devemos exclusivamente ao nosso Senhor Jesus Cristo termos esse acesso livre. A chave para ele é a fé: Sem fé é impossível agradar a Deus.
"De fato sem fé, é impossivel agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam". (Hebreus cap.11 vers.6). Obstruímos o caminho até Ele. Sem fé, não percebemos o acesso livre. Somente a visão de fé nos conduz com segurança até Ele. O aproximar-se dEle é ao mesmo tempo um passo de fé. Em (Hebreus cap.4 vers.16) nos exorta bem concretamente: "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna."
Um grande problema entre nós cristãos é a passividade e a indiferença. Se não dermos passos bem concretos de fé em direção a Ele, Deus não agirá. Sem buscarmos conscientemente Sua presença, não receberemos ajuda.
Um dos encontros mais impressionantes com Jesus certamente está relatado na história da mulher curada da hemorragia. Ela era incuravelmente enferma. Sem dúvida, ela tinha passado muitas horas nas salas de espera dos médicos durante sua vida – em vão. Está escrito que ela tinha gasto todos os seus haveres com consultas médicas e que ninguém tinha podido curá-la – até que teve contato com Jesus. Em (Lucas cap.8 vers.44) está escrito de maneira tão simples: "veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste...". O passo de fé dessa mulher enferma levou à sua cura completa.
Com isso não queremos dar a entender que sempre tem que acontecer necessariamente uma solução física ou prática dos nossos problemas. Com certeza, porém, o Senhor nos liberta do problema. Pode ser que o problema em si continue existindo – mas não se trata mais do seu problema, e sim do problema dEle! Ele lhe ajudará, Ele pode curá-lo. Talvez Sua interferência não ocorra como você imaginou, mas com certeza ela lhe será útil para a eternidade, curando a alma e o espírito!
Esse acesso livre está sempre disponível. Vamos dar passos de fé e abrir a porta – e ficaremos impressionados com a glória da Sua graça. Ele, o Todo-Poderoso, fez tudo por nós – basta que nos manifestemos !
QUE DEUS TE ABENÇÕE...